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A cobra que mama no peito - Verdade ou lenda?
Com a cauda a cobra tapava a boca do bebê
Indicatu Web Notícias São Paulo - SP
Postada em 22/11/2017 ás 23h16 - atualizada em 27/11/2017 ás 14h30
 A cobra que mama no peito - Verdade ou lenda?

Poucas coisas na vida prendiam tanto a atenção das crianças das décadas de 70 e final dos anos 80, nos interiores de algumas cidades de certas regiões do país, quanto aquelas boas e velhas histórias cabulosas sobre fatos horripilantes e um tanto quanto curiosos que deixavam as crianças de olhos esbugalhados. Uma delas é a famosa história de uma cobra que mamava no peito das mulheres grávidas enquanto elas dormiam. Então, se você é uma daquelas crianças que gostava de ouvir  essas histórias por volta das 6 horas da noite na hora do jantar, ou até mesmo madrugada adentro, pegue seu prato de arroz doce e o pote de canela em pó e vamos mergulhar um pouco no passado.


A história 


Reza a lenda que uma certa cobra de cor escura de 8 metros de comprimento vinha visitar as mulheres grávidas por volta das altas horas da noite. Curiosamente, as serpentes eram atraídas pelo cheiro do leite do peito da gestante e, ao chegar no quarto onde a mamãe dormia com seu bebê ao lado, a cobra colocava a ponta da sua cauda na boca da criança, enquanto ela (a cobra) mamava no peito da mamãe que dormia profundamente. Segundo os relatos dessas mulheres, a cobra inteligentemente tapava a boca do bebê com a ponta da sua cauda para que ele não chorasse e a mãe acordasse com o seu choro, enquanto ela dormia como uma pedra. Sendo assim, o subconsciente da mãe lactante fazia ela entender que se tratava  do seu filho recém-nascido que mamava no seu peito.


Para corroborar os fatos e aumentar ainda mais o espanto das mulheres grávidas naquelas regiões, começaram a surgir alguns relatos curiosos de maridos que chegaram a matar a dita cobra dentro do quarto enquanto a esposa dormia, acordando aos gritos por saber que tinha uma cobra dentro de casa. Existe até mesmo alguns relatos de mulheres dizerem que o seio escorria leite após elas verem que o bebê dormia, enquanto a cobra saia de dentro do quarto.


Será que esses casos são verdade ou apenas mais um mito, uma lenda, inventada por pessoas que fizeram uma má interpretação dos fatos, de situações que não passaram de meras coincidências?


Explicação científica


Segundo explica a ciência, as cobras são répteis, ou seja, não se alimentam de leite. Podem ser ovíparas ou vivíparas, portanto não amamentam seus filhotes. A dentição, a língua e a boca das cobras não possibilitam o ato da sucção como nos bebês humanos e outros mamíferos, sendo portanto improvável que as cobras procurem por leite como forma de alimentação.


De acordo com os fatos, a lenda surgiu devido a um marido que chegava de viagem ter encontrado uma cobra dentro do seu quarto, matando-a a pauladas e espalhando um líquido viscoso  esbranquiçado pelo chão.  Como sua esposa estava em faze de amamentação, pensou-se que o líquido branco fosse o leite da mãe que a cobra vinha bebendo já há  dias. A tese chegou a ganhar força devido ao estado de desidratação do bebê  e também ao fato do mesmo acordar com fome todas as manhãs, sendo que a mãe sentia que a criança mamava no seu peito durante a noite. Acontece que as cobras tem uma camada de gordura esbranquiçada embaixo da pele que fez com que, ao ser morta, essa gordura se espalhasse pelo chão, fazendo-os pensar que se tratava do leite da mãe lactante que a cobra havia bebido.


Essa história se espalhou rapidamente e ganhou força em vários lugares do Brasil fazendo com que as mães lactantes, ao verem uma cobra preta, a famosa muçurana, serpente esta que, por sinal, se alimenta de outras cobras, não sossegasse até que a cobra seja morta.


Nesse relato vimos os dois lados da história. Não queremos tirar o crédito da ciência e também das pessoas que juram ter passado por tal experiência. 


Ao leitor segue o benefício da dúvida e o direito de usar de discernimento e tirar a conclusão que melhor lhe convier dos fatos.


AGÊNCIA INDICATU - SP/BR - 22/11


Texto: Da redação 


 

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